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Coaching no Brasil: Rumos e rumores Fonte: Pleno News, 06/05/2019

Embora o coaching tenha efeitos psicoterapicos, nao pode ser confundido com a psicoterapia

O coaching, embora tenha efeitos psicoterápicos, não pode ser confundido com a psicoterapia. Daí a urgente necessidade de fazermos uma distinção entre ‘coach’ e ‘couch’ (vocábulo inglês, cujo sentido é divã), isto é, entre o processo realizado pelo coach e o tratamento efetuado pelo psicólogo.

Apesar de todas as possibilidades existentes de transformaço~es que o processo de coaching pode proporcionar, não podemos perder de vista que haverá sempre zonas impenetráveis pelo processo de coaching.

O coaching não tem o seu foco nas psicopatologias e nem tem pretenso~es investigativas sob o ponto de vista clínico. As fronteiras entre os aspectos psicoterápicos e o coaching, em alguns casos, podem ser imprecisas e não muito nítidas. O coach, ao aplicar o processo em clientes com algum tipo de psicopatologia moderadas ou graves, na melhor das hipóteses, pode simplificar e banalizar o processo, e na pior delas, reforçar ainda mais o sintoma ou criar prejuízos psíquicos ainda maiores.

Como afirmou Abraham Maslow em certa ocasião: “Para quem só sabe usar o martelo, todo problema é prego”.

Semelhantemente, há muitos coaches que, ilusoriamente, pensam que todo problema que lhe aparece é ‘prego’. É preciso compreender que nem tudo é prego; nem todas as situaço~es da problematicidade humana podem ser resolvidas com as técnicas e as ferramentas do coaching. O coaching é um instrumento valioso, mas não é o instrumento para todos os males da existência humana.

É preciso ter cuidado para não cairmos na tentação de receitas prontas e pré-fabricadas de “how to do” que, na maioria das vezes, são apresentadas de maneira superficial e pouco reflexiva, além de revelarem pouca compreensão da realidade, trazendo mais danos do que benefícios.

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