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7 pontos fundamentais na hora de planejar uma gestão estratégica Fonte: ComputerWorld, 16/08/2019

Entenda o que é preciso levar em conta para definir o planejamento da sua empresa

Planejar o caminho que uma empresa vai percorrer no futuro é algo essencial para garantir a sua competitividade em um mercado cada vez mais concorrido, conforme aponta a empresa de consultoria em gestão empresarial Euax, que define o planejamento estratégico como uma bússola que guia um navio.

Isso porque esse planejamento evita a navegação por águas desconhecidas, assegurando a longevidade do negócio, de acordo com a companhia especializada.

Confira abaixo sete pontos que devem ser levados em conta na hora de fazer uma gestão estratégica, segundo a Euax.

1-O planejamento estratégico deve refletir as mudanças

É comum que cada área da empresa deseje ter um espaço no planejamento estratégico. Contudo, atender a esses pedidos sem antes fazer uma reflexão crítica pode acarretar em muitos prejuízos. A estratégia deve refletir as mudanças e, portanto, não pode cuidar da operação cotidiana. Além disso, existem outros mecanismos organizacionais que avaliam os processos internos com muito mais efetividade do que o planejamento estratégico.

“Nem sempre fica claro quais mudanças devem ser feitas e quando elas devem ser feitas. Cabe a cada organização analisar os ambientes interno e externo para, depois, elaborar um plano pensando nessas variáveis”, explica Jackson Rovina, CEO da Euax e especialista em estratégia.

Outra prática interessante é definir previamente com que frequência o comitê estratégico vai se reunir para tratar do assunto. O ideal é que as cerimônias contem com uma pauta sólida e duração pré-determinada e que os participantes preparem o material com antecedência.

2-O trabalho em equipe é essencial para o planejamento estratégico

Alcançar a estratégia é um trabalho feito a muitas mãos. Por isso, envolve colaboradores de vários setores, que precisam entender e gostar da estratégia definida. Líderes e gerentes têm o papel de articuladores, mas é o esforço coletivo que vai trazer resultados para a empresa. Trabalho em conjunto, compartilhamento de informações e divisão de tarefas são itens essenciais para fazer o planejamento estratégico dar certo e sair do papel.

Além de contar com o esforço de todos, o planejamento estratégico precisa ser contínuo. Isso significa que, de vez em quando, ele precisa passar por alguns ajustes. Esses ajustes serão controlados através do monitoramento. “Tanto o engajamento das pessoas como o processo de revisão do planejamento constituem pontos importantes da gestão estratégica”, aponta Rovina. “As organizações passam por transformações e o ideal é que nos adaptemos a elas.”

3-Ter uma visão comum é o primeiro passo para criar um plano estratégico

Ter uma visão comum significa que todos possuem a mesma leitura do ambiente e da organização. Para isso é necessário que os colaboradores tenham acesso às mesmas informações. A falta de uma comunicação efetiva dificulta o consenso e pode atrasar a estratégia. Portanto, eliminar a redundância e as inconsistências nas informações ajuda a evitar retrabalhos e mal-entendidos. Isso vai acarretar em uma tomada de decisão mais assertiva.

Conforme Rovina, uma perspectiva completa da organização também proporciona um maior entendimento aos colaboradores sobre qual o seu papel dentro da empresa. “Quando as pessoas entendem o reflexo do seu trabalho no trabalho de outras pessoas isso gera empatia e uma leitura compartilhada da organização”, ressalta. Outro ponto interessante da visão comum é que ela motiva as pessoas e proporciona vários olhares sobre um determinado problema.

4-O planejamento estratégico pressupõe uma vantagem competitiva

A base do planejamento estratégico é ter uma boa vantagem competitiva. No caso de instituições com fins lucrativos, a vantagem competitiva é aquilo que diferencia uma organização das suas concorrentes. Já no caso de instituições sem fins lucrativos, a vantagem competitiva é dada a partir da conquista de um propósito.

O especialista em estratégia Jackson Rovina enfatiza que a vantagem competitiva é algo único e impacta diretamente na agregação de valor ao cliente. “Se o cliente tiver que escolher entre duas empresas ele com certeza vai preferir aquela que oferece mais benefícios a ele”, comenta.

É importante dizer que a estruturação do planejamento estratégico gira em torno daquilo que foi definido como vantagem competitiva. Então, os temas e objetivos estratégicos serão construídos sempre pensando na melhor forma de conquistar esse diferencial, assim como os processos serão pensados para viabilizar a vantagem competitiva.

5-Bons projetos são a alma de um bom planejamento estratégico

A execução do planejamento estratégico é possibilitada pelas iniciativas estratégias. As iniciativas estratégicas, por sua vez, compreendem normalmente os projetos e programas necessários para alcançar os objetivos estratégicos. Sem essas iniciativas, o planejamento estratégico dificilmente sairia do papel, pois elas estão na base da execução.

Temas, objetivos e iniciativas estratégicas devem estar conectados e fazer sentido no contexto da estratégia. Um exemplo de tema estratégico é “Experiência do Cliente Superior”. Para alcança-lo é necessário atingir o objetivo estratégico de “Aumentar o número de clientes reativos”. Uma iniciativa estratégica que se encaixa bem dentro desse objetivo é um projeto para “Mapear a jornada do cliente”.

6-Flexibilidade não é o mesmo que volatilidade

Flexibilidade é a capacidade de se adaptar às mudanças. Já a volatilidade é algo que muda com frequência. Nesse sentido, a flexibilidade do planejamento estratégico é uma característica desejada.

Mesmo com um plano existem variáveis que a empresa não controla, como o mercado, por exemplo. Por isso, podem ocorrer algumas transformações que demandarão ajustes no planejamento. “Ao longo da caminhada podem aparecer obstáculos pelo trajeto e precisamos estar preparados para enfrenta-los ou recalcular a rota”, explica Rovina, CEO da Euax.

Por outro lado, quando existe a necessidade de fazer alterações constantes no planejamento, isso pode ser um sinal de inconsistência. Se o plano não consegue se sustentar dificilmente ele é o plano adequado para a organização.

7-O planejamento estratégico demanda monitoramento do percurso

Não basta apenas ser flexível se a empresa demora a perceber a necessidade de ajustes. É preciso monitorar o andamento das ações estratégicas para verificar se a organização está cumprindo as metas parciais. Se a estimativa for muito longe do ideal, é necessário tomar uma atitude, seja ela uma ação de recuperação ou revisão da estratégia.

Para monitorar o progresso é possível contar com um sistema de performance de indicadores. Esse sistema vai estruturar os indicadores considerando as relações causais entre eles e, portanto, vai traduzir os objetivos estratégicos em um desenho interpretável e fácil de ler. “Avaliar como a estratégia está performando aumenta o controle sobre ela e minimiza as chances de dar errado”, aponta Rovina.

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