
Desafios podem se tornar oportunidades para empresas Fonte: JCNET, 07/01/2026
Com um cenário marcado por Copa do Mundo, eleições, grande número de feriados e a transição final para a reforma tributária, 2026 promete ser um ano mais desafiador para os negócios no Brasil. Para quem se antecipar e organizar a gestão, o período pode se transformar em um terreno fértil de oportunidades. A avaliação é do consultor de negócios Henrique Oliveira, empreendedor há oito anos e cofundador da PROP Consultoria, especializada em gestão e estratégia empresarial.
Segundo ele, o próximo ano exige planejamento redobrado, principalmente porque será o último antes do impacto mais direto da reforma tributária, previsto para fevereiro de 2027. "Não é apenas uma mudança de impostos, mas uma alteração profunda na forma de gerir as empresas", explica. A tendência, de acordo com o Henrique Oliveira, é a redução significativa da informalidade, o que deve pressionar margens de lucro e obrigar empresários a revisarem preços, custos e processos internos.
Outro ponto de atenção está na relação com fornecedores. Com a ampliação do sistema de créditos tributários, comprar e vender com empresas formalizadas se tornará ainda mais estratégico. "O fornecedor passa a ser um parceiro-chave do negócio", destaca.
O capital de giro também entra no centro das preocupações. A nova lógica de recolhimento de impostos tende a reduzir o prazo entre a venda e o pagamento dos tributos, exigindo mais caixa das empresas. Quem se preparar ao longo de 2026, ajustando fluxo de caixa e evitando dependência de crédito bancário, poderá sair em vantagem competitiva.
"O mercado tende a se acomodar. Quem se adequar primeiro vai sair na frente", reitera. Entre as dicas positivas para 2026 está o foco no core business, ou seja, intensificar aquilo que a empresa já faz bem, além de melhorar o uso estratégico da tecnologia. A inteligência artificial, segundo ele, deixa de ser diferencial e caminha para se tornar obrigatória, especialmente na otimização de processos financeiros, comerciais e de gestão.
Outro aspecto que ganha força é a humanização dos negócios. Mesmo com o avanço tecnológico, a conexão entre pessoas segue decisiva na hora da compra. "As pessoas compram de quem se conectam", resume.
